Lumina


Revista do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da Universidade Federal de Juiz de Fora (PPGCOM/UFJF). Dá sequência à edição impressa, publicada semestralmente, da Lumina, Revista da Faculdade de Comunicação / UFJF (ISSN 1516-0785 / e-ISSN 1981-4070), iniciada em julho de 1998 e concluída em dezembro de 2006. Com periodicidade quadrimestral a partir de 2016, aceitam-se artigos, resenhas, relatos de pesquisa e entrevistas sobre questões e temas relacionados ao campo de estudos da comunicação. Seus objetivos estão em consonância com os propósitos do PPGCOM/UFJF: - Pensar os meios em sua especificidade e interrogar o campo da comunicação quanto à definição de seu objeto segundo as perspectivas do pensamento científico atual, de seu enquadramento disciplinar e de suas linhas teóricas. - Articular pesquisa, ensino e prática visando refletir sobre a construção de sentidos num contexto de interfaces tecnológico-midiáticas, globais ou focalizadas. - Trabalhar com os meios buscando compreender a construção e a mutação das identidades, especialmente no âmbito da cultura. - Investigar a dinâmica dos meios e das imagens que estes geram tanto em grupos sociais quanto na sociedade em geral.

Notícias

 

Call for papers - Dossiê: Comunicação, a Condição da Vítima e Políticas de Sofrimento (Encerrado)

 

Revista Lumina, v. 12, n. 2 (2018)

Dossiê: Comunicação, a Condição da Vítima e Políticas de Sofrimento

Editores Convidados: Wedencley Alves Santana (UFJF) e Marta Pinheiro (UFRJ)

A afirmação da vítima, como nova figura central das sociedades contemporâneas, tem sido objeto de muitos estudos, redes de pesquisas e comentários. Hoje, o nome da vítima é reivindicado em situações tais como: violência de gênero, catástrofes naturais e tecnológicas, doenças e sofrimentos físicos e mentais, negligências médicas e erros judiciais, perseguições políticas, etc. A figura da vítima prolifera em todo o mundo (FASSIN, 2010), sem que possamos, para compreender este movimento na História, ignorar o papel central desempenhado pelos dispositivos comunicacionais (sejam mídias tradicionais ou em rede, sejam estratégias outras de publicização das posições em disputa em torno do tema).

Enfim, a vítima deixa de ser considerada passiva. Hoje, ela é voz ativa ao reivindicar seu direito de ser reconhecida como tal, capaz de definir e dignificar sua dor. Ela faz mobilizações amplas de suas reivindicações individuais: comissões da verdade, de reconciliação, de associações de vítimas, redes biossociais construídas por elas próprias (em torno de males, doenças ou sofrimento comum) ou por familiares e solidários – formas de legitimação moral e política das demandas sociais, como condição para a consolidação dos direitos civis, sociais e políticos da cidadania.

Por outro lado, autores também apontam para a tendência de assimilação da vítima e seu sofrimento a uma lógica humanitária pouco politizada que ressalta mais a “vulnerabilidade humana” do que as condições históricas que engendraram o sofrimento. Uma política de “compaixão”, desempenhada por observadores mantidos à distância.

Surge, portanto, a necessidade de problematizar a noção de vítima e discutir as políticas do sofrimento, tendo em vista o lugar da comunicação neste processo. Os artigos enviados podem atender a um dos tópicos abaixo:

1. Discursos e narrativas na mídia sobre a saúde e doença, e o sofrimento mental

2.  Vítimas e mobilizações sociais 

3. Vítimas e intervenção nos espaços públicos

4. Vulnerabilidade social e vítimas de desastres 

5. Relações entre memória, testemunho e subjetividades

6. Poéticas e escritas do sofrimento 

7. As novas normatizações do sofrimento

As diretrizes para o envio de artigos se encontram em https://lumina.ufjf.emnuvens.com.br/lumina/about/submissions#onlineSubmissions, e as datas importantes se estruturam da seguinte forma:

  • Deadline para o envio de artigos: 01/06
  • Envio de parecer: até 31/07
  • Publicação do volume: Agosto de 2018

Dúvidas: revista.lumina@ufjf.edu.br


 
Publicado: 2018-04-01
 
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v. 12, n. 2 (2018): Dossiê: Comunicação, Condição da Vítima e Políticas de Sofrimento


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