A dignidade da literatura: Adelaide Carraro e a subversão ao regime militar

Álvaro Nunes Larangeira

Resumo


O presente trabalho propõe-se a resgatar a postura crítica da escritora Adelaide Carraro, em sua forma ingênua e por vezes simplista em ler o momento histórico, porque a sua obra chegou onde a inteligentsia litero-jornalística relegou, o leitor comum, e por esse motivo singrou por reveses financeiro e existencial. As narrativas da autora transversalizam momentos e cenários do período militar esquecidos pelos signatários de uma inexistente contestação ao movimento de 1964. Adelaide Carraro incomodou o regime militar porque viveu a antítese do discurso oficialista reverberado pela maioria da imprensa daquele tempo.


Palavras-chave


regime militar; golpe de 1964; subversão; literatura; Adelaide Carraro

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Escuridão – Adelaide Carraro – caixa nova 906/caixa antiga 20;

Eu e o governador – Adelaide Carraro – caixa nova 907/caixa antiga 21;

O comitê – Adelaide Carraro – caixa nova 908/caixa antiga 22;

Os padres também amam – Adelaide Carraro – caixa nova 902/caixa antiga 16.

099 – Ofício n. 515/77, referente ao livro “Submundo da Sociedade” de Adelaide Carraro, Brasília, 14/10/1977.

100 – Ofício n. 519/77, referente ao livro “De Prostituta à Primeira Dama”, de Adelaide Carraro, Brasília, 17/10/1977.


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